Cardiomiopatia Dilatada

O que é?

A cardiomiopatia dilatada é uma doença do músculo cardíaco (miocárdio) que se caracteriza pela dilatação (alargamento) e disfunção da contração do ventrículo esquerdo ou de ambos os ventrículos. Esta alteração leva a uma diminuição da capacidade do coração de bombear sangue para o corpo, resultando em insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida.

Sintomas

Os sintomas são sobreponíveis aos da insuficiência cardíaca. Os mais comuns são a dispneia (falta de ar) de esforço, a ortopneia (falta de ar ao deitar), a fadiga, a fraqueza e o edema (inchaço) dos membros inferiores. Podem também ocorrer palpitações devido a arritmias ou dor torácica.

Causas

As causas são muito diversas. Cerca de 20-50% dos casos têm origem genética/familiar. Outras causas adquiridas importantes incluem o consumo excessivo e prolongado de álcool, infeções virais que atacam o coração (miocardite viral), o efeito tóxico de alguns fármacos quimioterápicos, doenças autoimunes, e a cardiomiopatia periparto (associada à gravidez). Em muitos casos, a causa permanece desconhecida (idiopática).

Como Prevenir?

A prevenção foca-se em evitar as causas conhecidas. Isto inclui limitar o consumo de álcool, um bom controlo da tensão arterial, e a vacinação para prevenir infeções. Para indivíduos com histórico familiar da doença, o rastreio cardiológico regular é recomendado para um diagnóstico precoce.

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se na suspeita clínica e é confirmado pelo ecocardiograma, que demonstra a dilatação dos ventrículos e a redução da fração de ejeção. O eletrocardiograma e o raio-X de tórax podem mostrar alterações inespecíficas. A ressonância magnética cardíaca é útil para caracterizar o tecido do miocárdio. O estudo genético pode identificar a causa em casos familiares.

Tratamento

O tratamento é o da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, usando a terapêutica farmacológica otimizada (beta-bloqueadores, IECAs/ARAs/ARNIs, etc.) para melhorar os sintomas e a sobrevivência. É crucial tratar a causa subjacente, como a abstinência total de álcool. Em casos de arritmias graves ou risco de morte súbita, pode ser implantado um CDI. O transplante cardíaco é a opção para a doença em fase terminal.

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