Enxaqueca

O que é?

A enxaqueca é um tipo de cefaleia (dor de cabeça) primária, de origem neurovascular, que se manifesta em crises recorrentes. É muito mais do que uma simples dor de cabeça, sendo uma condição neurológica complexa que pode ser altamente incapacitante. Caracteriza-se por dor pulsátil, geralmente unilateral (afetando um lado da cabeça), de intensidade moderada a severa.

Sintomas

O sintoma principal é a dor de cabeça pulsátil, que piora com o movimento. Outros sintomas muito comuns incluem náuseas, vómitos, e uma sensibilidade extrema à luz (fotofobia) e ao som (fonofobia). Cerca de um terço dos doentes experiencia ‘aura’, que são sintomas neurológicos transitórios (geralmente visuais, como ver luzes cintilantes ou pontos cegos) que precedem ou acompanham a dor.

Causas

A causa exata é desconhecida, mas envolve uma forte componente genética. Acredita-se que resulte de uma disfunção temporária no cérebro que afeta os sinais nervosos, os químicos cerebrais e os vasos sanguíneos. As crises podem ser desencadeadas por vários fatores (‘gatilhos’), como alterações hormonais (menstruação), stress, alterações no padrão de sono, certos alimentos (chocolate, queijo, álcool) ou estímulos sensoriais intensos.

Como Prevenir?

A prevenção foca-se na gestão do estilo de vida e na identificação e evicção dos gatilhos individuais. Recomenda-se manter horários regulares de sono e de refeições, praticar exercício físico de forma consistente, gerir o stress (com técnicas de relaxamento, por exemplo) e manter um diário de crises para identificar padrões e gatilhos específicos.

Diagnóstico

O diagnóstico é inteiramente clínico, baseado nos critérios da Classificação Internacional de Cefaleias. O médico avalia o padrão das dores de cabeça, os sintomas associados e o histórico familiar. Exames de imagem como a TC ou RM são geralmente realizados apenas se houver características atípicas que sugiram outra causa para a dor.

Tratamento

O tratamento divide-se em duas abordagens. O **tratamento de crise** usa analgésicos, anti-inflamatórios ou medicamentos específicos como os triptanos para aliviar a dor. O **tratamento preventivo** (ou profilático) é usado quando as crises são muito frequentes ou incapacitantes, e consiste na toma diária de medicação (como certos anti-hipertensores, antidepressivos ou antiepiléticos) ou em terapias mais recentes com anticorpos monoclonais para reduzir a frequência e a intensidade das crises.

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