Fibrilhação Auricular

O que é?

A Fibrilhação Auricular (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais prevalente, caracterizada por uma ativação elétrica auricular caótica, rápida e irregular. Isto leva a que as aurículas percam a sua contração eficaz e a que os ventrículos batam de forma irregular e, frequentemente, acelerada. A principal consequência da FA não é a arritmia em si, mas o elevado risco de formação de coágulos (trombos) dentro da aurícula, que podem viajar para o cérebro e causar um AVC (acidente vascular cerebral).

Sintomas

Os sintomas podem variar desde ausentes (FA silenciosa, descoberta num exame de rotina) a muito incapacitantes. O sintoma mais típico são as palpitações, descritas como um batimento cardíaco irregular, rápido ou ‘a saltar’. Outros sintomas comuns incluem fadiga, dispneia, tonturas, ansiedade e uma diminuição geral da tolerância ao esforço.

Causas

A FA está fortemente associada à idade e à presença de outras doenças cardíacas estruturais. Os fatores de risco mais importantes são a hipertensão arterial, a insuficiência cardíaca, a doença valvular (especialmente da válvula mitral), a doença arterial coronária, a diabetes, a obesidade, a apneia obstrutiva do sono e o consumo excessivo de álcool. O hipertiroidismo também pode ser uma causa.

Como Prevenir?

A prevenção da FA passa pelo controlo rigoroso dos seus fatores de risco. Manter a tensão arterial em valores ótimos, tratar a insuficiência cardíaca, perder peso em caso de obesidade, tratar a apneia do sono, moderar o consumo de álcool e praticar exercício físico regular são medidas fundamentais que podem reduzir a incidência e a carga da arritmia.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através do registo da arritmia num eletrocardiograma (ECG). Como a FA pode ser paroxística (intermitente), por vezes são necessários registos mais longos, como o Holter de 24-48h ou monitores de eventos de maior duração. Após o diagnóstico, é essencial uma avaliação complementar com ecocardiograma para avaliar a estrutura do coração e análises para excluir causas secundárias (como problemas da tiroide).

Tratamento

A abordagem terapêutica da FA assenta em três pilares. O primeiro e mais importante é a **prevenção do AVC** com recurso a fármacos anticoagulantes orais. O segundo é o **controlo dos sintomas**, que pode ser feito através de uma estratégia de controlo da frequência cardíaca (permitir a FA mas abrandar a resposta ventricular com fármacos) ou uma estratégia de controlo do ritmo (tentar reverter e manter o ritmo normal com fármacos antiarrítmicos, cardioversão elétrica ou ablação por cateter). O terceiro pilar é o **controlo dos fatores de risco** associados.

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