Diabetes Mellitus Tipo 1

O que é?

A Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune crónica em que o sistema imunitário do próprio corpo ataca e destrói as células beta do pâncreas, as células responsáveis pela produção de insulina. A insulina é uma hormona essencial que permite que a glicose (açúcar) entre nas células para ser usada como energia. A destruição destas células resulta numa deficiência absoluta de insulina, levando a uma acumulação de glicose no sangue (hiperglicemia). Atinge principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens.

Sintomas

Os sintomas geralmente desenvolvem-se de forma rápida e abrupta. A tríade clássica de sintomas inclui poliúria (urinar em grande quantidade e com frequência), polidipsia (sede excessiva) e polifagia (fome excessiva) acompanhada de perda de peso inexplicada. Outros sintomas podem ser fadiga extrema, visão turva e irritabilidade. Se não for diagnosticada, pode evoluir para cetoacidose diabética, uma emergência médica com náuseas, vómitos, dor abdominal e hálito com cheiro a acetona.

Causas

A causa exata é uma reação autoimune, onde os ‘soldados’ do corpo (linfócitos T) identificam erroneamente as células beta pancreáticas como estranhas e destroem-nas. Esta reação resulta de uma interação complexa entre uma predisposição genética (associada a certos genes do sistema HLA) e fatores ambientais que atuam como ‘gatilho’, como certas infeções virais (vírus Coxsackie, enterovírus) ou fatores dietéticos na primeira infância. Não é causada pelo consumo de açúcar.

Como Prevenir?

Atualmente, não existe nenhuma forma conhecida de prevenir a Diabetes tipo 1. Vários estudos estão a ser realizados para tentar modular o sistema imunitário em indivíduos de alto risco (familiares de diabéticos tipo 1 com autoanticorpos positivos), mas ainda não existe uma intervenção preventiva estabelecida.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através da medição dos níveis de glicose no sangue. Critérios diagnósticos incluem uma glicemia em jejum ≥ 126 mg/dL, uma glicemia a qualquer hora ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas, ou uma hemoglobina A1c (uma medida da glicose média nos últimos 3 meses) ≥ 6.5%. Para distinguir a DM1 da DM2, podem ser medidos os autoanticorpos específicos (anti-GAD, anti-IA2) no sangue, que estão presentes na DM1.

Tratamento

O tratamento consiste na reposição da insulina que o corpo deixou de produzir. A insulina tem de ser administrada várias vezes ao dia através de injeções subcutâneas (com canetas ou seringas) ou através de uma bomba de perfusão contínua de insulina. É crucial que os doentes realizem uma monitorização frequente dos seus níveis de glicose (através de picadas no dedo ou de sensores contínuos de glicose) e que ajustem as doses de insulina com base nas contagens de hidratos de carbono das refeições, na atividade física e nos valores de glicemia. A educação terapêutica é a pedra angular do tratamento.

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