Urticária

O que é?

A urticária é uma reação da pele caracterizada pelo aparecimento de pápulas ou placas avermelhadas e edemaciadas (inchadas), conhecidas como ‘babas’ ou ‘lesões urticariformes’, que são intensamente pruriginosas (causam muita comichão). Uma característica chave destas lesões é serem evanescentes, ou seja, cada lesão individual dura menos de 24 horas, desaparecendo sem deixar marca, embora novas lesões possam surgir noutros locais. A urticária é classificada como aguda (duração inferior a 6 semanas) ou crónica (duração superior a 6 semanas).

Sintomas

O sintoma principal é o prurido (comichão) intenso acompanhado pelo aparecimento das lesões urticariformes, que são pápulas ou placas elevadas, vermelhas ou pálidas, de tamanho e forma variáveis. Em cerca de 40% dos casos, a urticária pode ser acompanhada de angioedema, um inchaço mais profundo da pele ou das mucosas, que afeta tipicamente os lábios, as pálpebras, as mãos ou os pés, e que é mais doloroso do que pruriginoso.

Causas

Na **urticária aguda**, a causa é frequentemente uma reação alérgica a medicamentos, alimentos ou picadas de inseto, ou pode ser desencadeada por uma infeção viral. Na **urticária crónica**, a maioria dos casos é classificada como espontânea (urticária crónica espontânea), de base autoimune, em que não se identifica um gatilho externo. Uma minoria de casos de urticária crónica é induzida por estímulos físicos, como a pressão (urticária de pressão), o frio, o calor, a água (urticária aquagénica) ou o exercício físico (urticária colinérgica).

Como Prevenir?

Para a urticária aguda, a prevenção passa por identificar e evitar o alergénio ou gatilho específico, quando possível. Para a urticária crónica, a prevenção das crises é mais complexa. Recomenda-se evitar fatores que possam agravar os sintomas, como o stress, o álcool e o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Em casos de urticárias físicas, a evicção do estímulo desencadeante (ex: proteger-se do frio) é a principal medida preventiva.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, baseado na história de lesões evanescentes e pruriginosas. O médico tentará distinguir entre urticária aguda e crónica e identificar possíveis gatilhos através de um questionário detalhado. Na urticária aguda, geralmente não são necessários exames. Na urticária crónica, podem ser pedidas análises de sangue para excluir outras doenças. Os testes de alergia são raramente úteis na urticária crónica espontânea, mas podem ser indicados em casos selecionados de urticária aguda ou física.

Tratamento

O tratamento de primeira linha para todos os tipos de urticária são os anti-histamínicos orais de segunda geração (não sedativos). Na urticária aguda, são tomados até à resolução do quadro. Na urticária crónica, podem ser necessários diariamente e por longos períodos, por vezes em doses até quatro vezes superiores à habitual. Se os anti-histamínicos não controlarem os sintomas, o passo seguinte é adicionar um fármaco biológico, o omalizumab, que é muito eficaz. Ciclos curtos de corticosteroides orais podem ser usados para crises graves, mas devem ser evitados no tratamento crónico.

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