Hiperidrose

O que é?

A hiperidrose é uma condição médica caracterizada por uma produção de suor excessiva e anormal, que vai para além das necessidades fisiológicas de regulação da temperatura corporal. Pode ser primária (focal), quando não tem uma causa subjacente, ou secundária, quando é um sintoma de outra condição médica ou um efeito secundário de um medicamento. A hiperidrose primária afeta tipicamente áreas específicas como as axilas, as palmas das mãos, as plantas dos pés e o rosto.

Sintomas

O único sintoma é a transpiração visivelmente excessiva, que ocorre de forma desproporcional à temperatura ambiente ou ao nível de atividade física. A pele nas áreas afetadas pode estar constantemente húmida ou a pingar, o que pode levar a problemas secundários como infeções fúngicas ou bacterianas e ter um impacto psicossocial muito significativo, causando ansiedade, embaraço e dificuldades nas interações sociais e profissionais.

Causas

A **hiperidrose primária**, a mais comum, é de causa desconhecida (idiopática). Pensa-se que resulte de uma hiperatividade do sistema nervoso simpático, que envia sinais exagerados para as glândulas sudoríparas. Geralmente começa na infância ou adolescência e tem tendência a ocorrer em pessoas da mesma família. A **hiperidrose secundária** pode ser causada por diversas condições, como hipertiroidismo, diabetes, menopausa, obesidade, ou pelo uso de certos medicamentos (antidepressivos, etc.).

Como Prevenir?

Não existe forma de prevenir a hiperidrose primária. A prevenção da hiperidrose secundária passa pelo tratamento e controlo da sua causa subjacente. A gestão da condição foca-se em minimizar o impacto do suor na vida diária, por exemplo, através do uso de roupa de tecidos naturais e arejados e da evicção de gatilhos conhecidos (como comida picante ou stress), embora estes não sejam a causa da doença.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, baseado na história de transpiração excessiva, visível e focal, com pelo menos 6 meses de duração e sem causa aparente, associada a outros critérios (início antes dos 25 anos, história familiar, etc.). O médico irá realizar uma avaliação para excluir causas secundárias, o que pode incluir análises ao sangue para avaliar a função tiroideia ou os níveis de glicose.

Tratamento

O tratamento é feito por etapas. A primeira linha são os antitranspirantes de elevada concentração com sais de alumínio. Se estes não forem eficazes, uma opção muito utilizada é a administração de toxina botulínica (Botox) nas áreas afetadas (especialmente axilas), que bloqueia a estimulação nervosa das glândulas sudoríparas. Outras opções incluem medicamentos orais (anticolinérgicos), a iontoforese (para mãos e pés) e, como último recurso, a simpatectomia torácica endoscópica, uma cirurgia que secciona os nervos responsáveis pela sudação.

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