Pitiríase Versicolor

O que é?

A pitiríase versicolor, por vezes designada ‘pano branco’, é uma infeção fúngica superficial e muito comum da pele, causada por uma levedura (um tipo de fungo) do género Malassezia. Esta levedura faz parte da flora normal da pele da maioria dos adultos, mas em certas condições pode proliferar de forma excessiva e causar as manchas características da doença. Não é considerada contagiosa.

Sintomas

O sintoma principal é o aparecimento de múltiplas manchas pequenas, bem delimitadas, que podem ser mais claras (hipopigmentadas, o ‘pano branco’), mais escuras (hiperpigmentadas, acastanhadas) ou rosadas – daí o nome ‘versicolor’ (de várias cores). As manchas têm frequentemente uma descamação fina, que se torna mais evidente ao esticar a pele. Afeta tipicamente o tronco (peito e costas), o pescoço e a parte superior dos braços, áreas ricas em glândulas sebáceas. A comichão é geralmente ausente ou ligeira.

Causas

A causa é o crescimento excessivo da levedura Malassezia (principalmente as espécies M. globosa e M. furfur). Fatores que promovem esta proliferação incluem o tempo quente e húmido, a transpiração excessiva (hiperidrose), a pele oleosa e a imunossupressão. A doença é mais comum em adolescentes e adultos jovens, quando as glândulas sebáceas estão mais ativas.

Como Prevenir?

Não é possível prevenir completamente a condição, uma vez que o fungo faz parte da flora normal da pele. No entanto, em pessoas com episódios recorrentes, algumas medidas podem ajudar a prevenir as recaídas. Estas incluem o uso de champôs ou sabonetes antifúngicos de forma profilática (ex: uma ou duas vezes por semana), manter a pele limpa e seca, usar roupa larga e de algodão para diminuir a transpiração e evitar a aplicação de óleos ou cremes muito gordurosos no corpo.

Diagnóstico

O diagnóstico é geralmente clínico, baseado no aspeto e na distribuição típica das manchas. O médico pode realizar um exame com lâmpada de Wood, que faz com que as áreas afetadas brilhem com uma fluorescência amarelo-dourada. O diagnóstico pode ser confirmado por um exame micológico direto, em que se raspa levemente uma lesão e se observa a amostra ao microscópio, revelando a presença das leveduras e filamentos fúngicos (com o aspeto clássico de ‘esparguete e almôndegas’).

Tratamento

O tratamento visa reduzir a quantidade de fungos na pele. Para casos localizados, o tratamento de eleição é a aplicação de champôs, loções ou cremes antifúngicos tópicos (com cetoconazol, sulfureto de selénio, etc.). Para casos muito extensos ou recorrentes, pode ser necessário o tratamento com antifúngicos orais (como o fluconazol ou o itraconazol). É importante notar que, mesmo após o tratamento bem sucedido, as alterações da cor da pele podem demorar semanas ou meses a normalizar, até que a pele se bronzeie ou despigmente de forma uniforme.

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