Esquizofrenia

O que é?

A esquizofrenia é uma perturbação mental grave e crónica que afeta a forma como uma pessoa pensa, sente e se comporta. Caracteriza-se por episódios de psicose, que são uma perda de contacto com a realidade. É uma das perturbações psiquiátricas mais incapacitantes, afetando profundamente o funcionamento social, ocupacional e pessoal. Geralmente, manifesta-se no final da adolescência ou início da idade adulta.

Sintomas

Os sintomas são geralmente divididos em três categorias. Os **sintomas positivos** (que representam um excesso ou distorção das funções normais) incluem as alucinações (perceções sem um estímulo externo, como ouvir vozes), os delírios (crenças falsas e irredutíveis, como delírios de perseguição ou de grandeza) e o discurso e comportamento desorganizados. Os **sintomas negativos** (que representam uma diminuição ou perda das funções normais) incluem o embotamento afetivo (expressão emocional reduzida), a alogia (pobreza do discurso), a abulia/apatia (falta de vontade ou iniciativa) e o isolamento social. Os **sintomas cognitivos** incluem dificuldades de atenção, memória e funções executivas (planeamento, resolução de problemas).

Causas

A causa exata é desconhecida, mas é considerada uma doença do neurodesenvolvimento que resulta de uma interação complexa entre fatores genéticos e ambientais. A genética tem um papel muito importante (o risco é de cerca de 10% se um familiar de primeiro grau tiver a doença). Fatores ambientais que aumentam o risco incluem complicações durante a gravidez ou o parto (infeções maternas, hipóxia), e o uso de substâncias psicoativas na adolescência, especialmente a cannabis. A teoria dopaminérgica (um desequilíbrio no neurotransmissor dopamina) é central para a explicação dos sintomas positivos.

Como Prevenir?

Não existe forma de prevenir a esquizofrenia. No entanto, a identificação precoce de indivíduos em alto risco (com base em sintomas prodrómicos ligeiros e história familiar) e a intervenção atempada podem atrasar ou atenuar o desenvolvimento de um primeiro episódio psicótico. Evitar o uso de substâncias como a cannabis na adolescência é uma medida preventiva importante em indivíduos vulneráveis.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, feito por um psiquiatra. Baseia-se na presença de pelo menos dois sintomas característicos (delírios, alucinações, discurso desorganizado, etc.) por um período significativo durante pelo menos um mês, com um impacto negativo contínuo no funcionamento por pelo menos seis meses. É necessário excluir outras condições que possam causar psicose, como a perturbação bipolar, o uso de substâncias ou doenças neurológicas.

Tratamento

Não há cura, mas a esquizofrenia é tratável. O tratamento é multimodal e para toda a vida. A base do tratamento farmacológico são os medicamentos antipsicóticos, que são muito eficazes a controlar os sintomas positivos (alucinações e delírios). As intervenções psicossociais são igualmente cruciais e incluem a psicoterapia individual (TCC para a psicose), a terapia familiar, o treino de competências sociais e a reabilitação vocacional, que visam melhorar o funcionamento, a autonomia e a qualidade de vida.

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