Artrite Reumatoide

O que é?

A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crónica e autoimune que afeta principalmente as articulações sinoviais. Na AR, o sistema imunitário ataca a membrana sinovial (o revestimento das articulações), causando inflamação (sinovite), dor, inchaço e rigidez. Se não for tratada, a inflamação persistente pode levar à destruição da cartilagem e do osso, resultando em deformidades articulares e incapacidade funcional. É uma doença sistémica, podendo afetar outros órgãos.

Sintomas

O sintoma principal é a dor e o inchaço articular, que tipicamente afeta de forma simétrica as pequenas articulações das mãos (especialmente as metacarpofalângicas e interfalângicas proximais) e dos pés. Uma característica chave é a rigidez matinal prolongada, que dura mais de uma hora e melhora com a atividade. Sintomas gerais como fadiga, mal-estar, perda de peso e febre baixa são comuns. Com a progressão, podem surgir nódulos reumatoides (nódulos firmes sob a pele) e o envolvimento de articulações maiores.

Causas

A causa exata é desconhecida. Resulta de uma interação entre uma predisposição genética (genes do sistema HLA) e fatores ambientais que desencadeiam a resposta autoimune. O tabagismo é o fator de risco ambiental mais bem estabelecido, estando associado a um maior risco de desenvolver a doença e a formas mais graves. Outros fatores de risco incluem o sexo feminino (é 2-3 vezes mais comum em mulheres) e a exposição a certos agentes infeciosos que podem atuar como gatilho.

Como Prevenir?

Não é possível prevenir o aparecimento da Artrite Reumatoide. No entanto, a cessação tabágica é a medida preventiva mais importante, pois pode reduzir o risco de desenvolver a doença em indivíduos predispostos. Um diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento são cruciais para prevenir a lesão articular irreversível e a incapacidade a longo prazo.

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se na combinação de critérios clínicos, laboratoriais e de imagem. A história de poliartrite inflamatória e simétrica é fundamental. As análises ao sangue mostram marcadores de inflamação elevados (PCR, VS) e, de forma mais específica, a presença de autoanticorpos como o Fator Reumatoide (FR) e os anticorpos anti-CCP (anti-peptídeo citrulinado cíclico), que são muito específicos para a AR. A ecografia articular e a ressonância magnética podem detetar inflamação precoce, enquanto o raio-X mostra as lesões ósseas em fases mais tardias.

Tratamento

Não há cura, mas o tratamento evoluiu drasticamente e visa atingir a remissão ou uma baixa atividade da doença. A estratégia atual é ‘tratar para o alvo’ (treat-to-target) com início precoce do tratamento. Usam-se fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e corticosteroides para alívio sintomático. A base do tratamento são os Fármacos Antirreumáticos Modificadores da Doença (DMARDs), sendo o metotrexato a primeira linha. Se a resposta for inadequada, passa-se para os DMARDs biológicos (como os anti-TNF) ou os DMARDs sintéticos alvo (inibidores da JAK), que são muito eficazes a controlar a inflamação. A fisioterapia e a terapia ocupacional são também essenciais.

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