Bexiga Hiperativa

O que é?

A Bexiga Hiperativa é uma síndrome clínica definida pela presença de urgência miccional, geralmente acompanhada de um aumento da frequência das micções (polaquiúria) e da necessidade de urinar durante a noite (noctúria), com ou sem incontinência de urgência (perda de urina). Não é causada por uma infeção urinária ou outra patologia óbvia. O problema central é a contração involuntária e inapropriada do músculo da bexiga (o detrusor) durante a fase de enchimento.

Sintomas

O sintoma chave é a **urgência miccional**, uma vontade súbita, forte e difícil de adiar de urinar. Este sintoma pode ser acompanhado por um aumento da frequência urinária (urinar mais de 8 vezes em 24 horas), noctúria (acordar 2 ou mais vezes para urinar) e, em muitos casos, por incontinência de urgência, que é a perda involuntária de urina que ocorre imediatamente após a sensação de urgência.

Causas

Na maioria dos casos, a causa exata é desconhecida (idiopática). Pensa-se que resulte de uma desregulação dos sinais nervosos entre a bexiga e o cérebro. Fatores que podem contribuir ou agravar a condição incluem o envelhecimento, certas condições neurológicas (AVC, Parkinson, esclerose múltipla), obstrução à saída da bexiga (como na HBP no homem), ou o consumo excessivo de irritantes da bexiga como a cafeína e o álcool.

Como Prevenir?

Não é possível prevenir o seu aparecimento, mas podem ser tomadas medidas para gerir e atenuar os sintomas. Evitar ou limitar o consumo de cafeína, álcool, bebidas gaseificadas e alimentos picantes pode reduzir a irritação da bexiga. Manter um peso saudável e tratar a obstipação também pode ajudar, pois diminuem a pressão sobre a bexiga.

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado nos sintomas característicos, após a exclusão de outras condições que os possam causar. O médico irá recolher uma história clínica detalhada e pode pedir o preenchimento de um diário miccional. A análise à urina é fundamental para excluir uma infeção urinária ou a presença de sangue. O exame físico é importante. Em casos mais complexos ou que não respondem ao tratamento inicial, pode ser realizado um estudo urodinâmico para avaliar objetivamente a função da bexiga e confirmar as contrações involuntárias do detrusor.

Tratamento

O tratamento é feito por etapas. A primeira linha inclui terapias comportamentais, como o treino da bexiga (que visa aumentar gradualmente o tempo entre as micções) e a fisioterapia do pavimento pélvico. A segunda linha é o tratamento farmacológico, com medicamentos anticolinérgicos ou beta-3 agonistas, que atuam relaxando o músculo da bexiga e aumentando a sua capacidade de armazenamento. Para casos refratários a estes tratamentos, as opções de terceira linha incluem a injeção de toxina botulínica (Botox) diretamente no músculo da bexiga, a neuromodulação sagrada ou a estimulação do nervo tibial posterior.

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