Bronquiolite

O que é?

A bronquiolite é uma infeção viral aguda que afeta as pequenas vias aéreas dos pulmões, os bronquíolos. É uma doença muito comum, que afeta principalmente lactentes e crianças com menos de 2 anos de idade, com um pico de incidência entre os 3 e os 6 meses. A inflamação e o edema dos bronquíolos, juntamente com a acumulação de muco e detritos celulares, causam uma obstrução que dificulta a passagem do ar.

Sintomas

A doença começa tipicamente com sintomas de uma constipação comum, como corrimento nasal (rinorreia), espirros e febre baixa. Ao fim de 2 a 3 dias, a infeção progride para as vias aéreas inferiores e surgem os sintomas característicos: tosse persistente e seca, pieira, respiração rápida (taquipneia) e dificuldade respiratória, que se manifesta por adejo nasal (narinas a dilatar), tiragem (retração dos músculos entre as costelas) e recusa alimentar devido ao cansaço para respirar e mamar.

Causas

A causa principal, em cerca de 80% dos casos, é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Outros vírus que podem causar bronquiolite incluem o rinovírus, o metapneumovírus humano, o adenovírus e o vírus da gripe. A doença é altamente contagiosa e transmite-se através de gotículas respiratórias ou pelo contacto com superfícies contaminadas. Os principais fatores de risco para doença grave são a idade inferior a 3 meses, a prematuridade e a presença de doenças crónicas (cardíacas ou pulmonares).

Como Prevenir?

A prevenção passa por medidas de higiene rigorosas para evitar a transmissão dos vírus. A lavagem frequente das mãos, a etiqueta respiratória (tossir para o cotovelo), a limpeza de superfícies e evitar o contacto de lactentes com pessoas doentes são fundamentais. O aleitamento materno confere alguma proteção. Para lactentes de alto risco (grandes prematuros, etc.), existe a possibilidade de realizar uma imunoprofilaxia passiva com um anticorpo monoclonal (palivizumab) durante a época do VSR.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, baseado na idade da criança e na história e exame físico característicos. Não são geralmente necessários exames complementares. A oximetria de pulso é usada para medir os níveis de oxigénio no sangue. O raio-X de tórax é realizado apenas se houver suspeita de complicações, como uma pneumonia bacteriana sobreposta.

Tratamento

Não existe um tratamento específico que elimine o vírus, pelo que o tratamento é inteiramente de suporte, visando garantir que a criança se mantém hidratada e oxigenada enquanto o seu sistema imunitário combate a infeção. Medidas importantes incluem a desobstrução nasal com soro fisiológico, a manutenção de uma boa hidratação (oferecendo líquidos em pequenas quantidades e mais vezes) e a vigilância dos sinais de dificuldade respiratória. Em casos mais graves com hipoxemia ou dificuldade alimentar, o internamento hospitalar é necessário para suporte com oxigénio e hidratação endovenosa. Os broncodilatadores e os corticoides não são recomendados.

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