Cancro da Bexiga

O que é?

O cancro da bexiga é um tumor maligno que se origina nas células que revestem o interior da bexiga urinária (o urotélio). O tipo mais comum é o carcinoma urotelial (ou de células de transição). O cancro da bexiga é classificado em não-músculo-invasivo, quando está confinado ao revestimento superficial, e músculo-invasivo, quando invade a camada muscular da parede da bexiga, sendo este último muito mais agressivo e com maior probabilidade de metastizar.

Sintomas

O sintoma mais comum e frequentemente o primeiro a surgir é a hematúria, ou seja, a presença de sangue na urina, que é tipicamente macroscópica (visível), indolor e intermitente. Outros sintomas irritativos podem incluir a necessidade de urinar com mais frequência (polaquiúria), a urgência para urinar (urgência miccional) e a dor ou ardor ao urinar (disúria), sintomas que podem ser confundidos com os de uma infeção urinária.

Causas

O fator de risco mais importante, de longe, é o tabagismo. Estima-se que os fumadores tenham um risco 3 a 4 vezes superior de desenvolver cancro da bexiga em comparação com os não-fumadores. Outro fator de risco significativo é a exposição ocupacional a certos produtos químicos industriais, como as aminas aromáticas (usadas nas indústrias da borracha, têxtil e tintas). Outros fatores incluem a idade avançada, o sexo masculino, a inflamação crónica da bexiga e certas terapêuticas prévias (radioterapia pélvica, quimioterapia com ciclofosfamida).

Como Prevenir?

A prevenção mais eficaz é não fumar ou deixar de fumar. A evicção da exposição a agentes químicos cancerígenos no local de trabalho é também uma medida preventiva importante. Beber bastantes líquidos, especialmente água, pode ajudar a diluir as substâncias tóxicas na urina e a diminuir o seu tempo de contacto com o revestimento da bexiga.

Diagnóstico

O diagnóstico é suspeitado pela presença de hematúria. O exame de diagnóstico fundamental é a cistoscopia, um procedimento em que um tubo fino com uma câmara (cistoscópio) é inserido através da uretra para visualizar o interior da bexiga e identificar quaisquer tumores. Durante a cistoscopia, pode ser colhida uma biópsia. Para confirmar o diagnóstico e determinar a profundidade da invasão, é realizada uma resseção transuretral do tumor da bexiga (RTU-V), um procedimento cirúrgico endoscópico que remove todo o tumor visível. A citologia urinária (análise de células na urina) pode também ser útil.

Tratamento

O tratamento depende do estádio do tumor (não-músculo-invasivo vs. músculo-invasivo). Para o cancro não-músculo-invasivo, o tratamento é a RTU-V, seguida de instilações intravesicais (administração de fármacos diretamente na bexiga) com quimioterapia ou imunoterapia (BCG) para reduzir o risco de recorrência. Para o cancro músculo-invasivo, o tratamento padrão é a cistectomia radical (remoção da bexiga), muitas vezes precedida de quimioterapia neoadjuvante. Em casos selecionados, pode ser tentada a preservação da bexiga com uma combinação de RTU-V, quimioterapia e radioterapia. Para a doença metastizada, o tratamento baseia-se na quimioterapia ou, mais recentemente, na imunoterapia.

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