Doença de Addison

O que é?

A Doença de Addison, ou insuficiência suprarrenal primária, é uma doença endócrina rara em que as glândulas suprarrenais (duas pequenas glândulas localizadas acima dos rins) não produzem quantidades suficientes de hormonas esteroides, principalmente o cortisol e a aldosterona. O cortisol ajuda o corpo a responder ao stress e a regular o metabolismo, enquanto a aldosterona regula o equilíbrio de sódio e potássio, controlando a tensão arterial e o volume de sangue.

Sintomas

Os sintomas desenvolvem-se lentamente ao longo de meses e são muitas vezes inespecíficos, o que pode atrasar o diagnóstico. Incluem fadiga crónica e progressiva, fraqueza muscular, perda de apetite, perda de peso inexplicada, tensão arterial baixa (hipotensão) que pode causar tonturas ao levantar-se, e desejo de comer sal. Um sinal muito característico é a hiperpigmentação da pele (a pele torna-se mais escura, tipo bronzeado), especialmente em áreas expostas ao sol, pregas cutâneas, cicatrizes e gengivas. Se não tratada, pode levar a uma ‘crise addisoniana’, uma emergência médica com dor abdominal, vómitos, diarreia e colapso circulatório.

Causas

A causa mais comum no mundo desenvolvido (cerca de 80% dos casos) é a adrenalite autoimune, em que o sistema imunitário ataca e destrói o córtex das glândulas suprarrenais. Outras causas menos comuns incluem infeções (como a tuberculose, que era a principal causa no passado), hemorragias nas glândulas suprarrenais, cancro (metástases) ou certas doenças genéticas.

Como Prevenir?

Não existe forma de prevenir a Doença de Addison de causa autoimune. A prevenção foca-se em evitar as suas causas infecciosas, como o tratamento eficaz da tuberculose. Para os doentes já diagnosticados, a prevenção da crise addisoniana é crucial. Isto implica tomar a medicação rigorosamente, saber aumentar a dose de cortisol em situações de stress (febre, cirurgia) e usar uma pulseira ou cartão de alerta médico.

Diagnóstico

O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas e sinais clínicos. As análises ao sangue podem mostrar níveis baixos de sódio, níveis elevados de potássio e hipoglicemia. O diagnóstico é confirmado com análises hormonais que mostram um nível baixo de cortisol basal (medido de manhã cedo) e um nível elevado de ACTH (a hormona da hipófise que estimula a suprarrenal). A prova de estimulação com ACTH (teste de Synacthen), em que se mede a resposta do cortisol após uma injeção de ACTH, é o teste definitivo: na Doença de Addison, o cortisol não aumenta.

Tratamento

O tratamento consiste na substituição das hormonas em falta e é para toda a vida. O cortisol é substituído com comprimidos de hidrocortisona, cortisona ou prednisolona, tomados em doses divididas para imitar o ritmo natural do corpo. A aldosterona é substituída com fludrocortisona. Os doentes são ensinados a ajustar a dose de hidrocortisona em caso de doença ou stress para prevenir uma crise addisoniana.

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