Epilepsia

O que é?

A epilepsia é uma doença neurológica crónica caracterizada pela predisposição duradoura para gerar crises epiléticas recorrentes e espontâneas. Uma crise epilética é um evento transitório de sinais e/ou sintomas que resultam de uma atividade elétrica neuronal anormal, excessiva ou síncrona no cérebro. Não se trata de uma doença mental.

Sintomas

Os sintomas variam drasticamente conforme a área do cérebro afetada. As crises podem ser focais (afetando uma parte do cérebro) ou generalizadas. Os sintomas incluem: alterações motoras (convulsões, espasmos, perda de tónus muscular); alterações sensoriais (ver luzes, sentir cheiros ou sabores estranhos); alterações autonómicas (suores, palpitações); e alterações da consciência (olhar fixo, confusão, perda total de consciência).

Causas

As causas são variadas. Em cerca de metade dos casos, a causa é desconhecida (idiopática). Causas conhecidas incluem: fatores genéticos (predisposição familiar); lesões cerebrais por traumatismo craniano, AVC ou tumores; infeções do sistema nervoso central (meningite, encefalite); e anomalias do desenvolvimento cerebral.

Como Prevenir?

A prevenção foca-se em evitar as causas conhecidas de lesão cerebral. Isto inclui usar capacete e cinto de segurança para prevenir traumatismos cranianos, um bom controlo da tensão arterial e outros fatores de risco para prevenir AVC, e seguir o calendário de vacinação para prevenir infeções como a meningite.

Diagnóstico

O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na descrição detalhada das crises pelo paciente e por testemunhas. O Eletroencefalograma (EEG), que regista a atividade elétrica do cérebro, é um exame fundamental para detetar anomalias. Exames de imagem como a Tomografia Computorizada (TC) ou a Ressonância Magnética (RM) cerebral são usados para procurar causas estruturais.

Tratamento

O tratamento principal é realizado com fármacos antiepiléticos (ou anticonvulsivantes), que visam controlar as crises. A maioria dos pacientes (cerca de 70%) consegue um bom controlo com medicação. Para casos refratários, outras opções incluem a estimulação do nervo vago, uma dieta específica (dieta cetogénica, especialmente em crianças) ou, em casos selecionados, a cirurgia de epilepsia para remover a área do cérebro que origina as crises.

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