Gripe (Influenza)

O que é?

A gripe, ou influenza, é uma doença respiratória aguda e altamente contagiosa, causada pelos vírus Influenza A ou B. Distingue-se da constipação comum por ter um início mais súbito, sintomas mais intensos e um maior potencial para causar complicações graves, como a pneumonia, e levar à hospitalização ou mesmo à morte, especialmente em grupos de risco.

Sintomas

A gripe caracteriza-se pelo início súbito de febre alta (acima de 38°C), dores musculares (mialgias) e articulares intensas, dor de cabeça e um profundo mal-estar e prostração. Os sintomas respiratórios, como a tosse seca e a dor de garganta, são também comuns, mas os sintomas sistémicos (febre e dores no corpo) são dominantes na fase inicial.

Causas

A causa é a infeção pelos vírus Influenza, que se transmitem muito facilmente de pessoa para pessoa através de gotículas respiratórias libertadas ao tossir ou espirrar, ou pelo contacto com superfícies contaminadas. Os vírus Influenza sofrem mutações constantes, o que explica as epidemias sazonais (geralmente no inverno) e a necessidade de uma vacina atualizada todos os anos. Grupos de alto risco para complicações incluem os idosos (mais de 65 anos), as crianças pequenas, as grávidas e pessoas com doenças crónicas (cardíacas, pulmonares, diabetes, etc.).

Como Prevenir?

A medida de prevenção mais eficaz é a vacinação anual contra a gripe. A vacina é segura e reduz significativamente o risco de contrair a doença e, mais importante, o risco de desenvolver as suas complicações graves. Outras medidas importantes, especialmente durante a época da gripe, incluem a lavagem frequente das mãos, a etiqueta respiratória (tossir e espirrar para um lenço de papel ou para o cotovelo) e evitar o contacto próximo com pessoas doentes.

Diagnóstico

O diagnóstico é geralmente clínico, feito com base nos sintomas característicos, especialmente se ocorrer durante um período de epidemia de gripe na comunidade. A confirmação laboratorial não é necessária na maioria dos casos. Em situações hospitalares ou para vigilância epidemiológica, o diagnóstico pode ser confirmado através da colheita de uma amostra da nasofaringe com uma zaragatoa para pesquisa do vírus por testes rápidos de deteção de antigénio ou por testes moleculares (PCR), que são mais sensíveis.

Tratamento

O tratamento para a maioria das pessoas saudáveis é sintomático e de suporte: repouso, hidratação abundante e o uso de medicamentos antipiréticos e analgésicos (paracetamol, ibuprofeno) para controlar a febre e as dores. Os antibióticos são inúteis, pois a gripe é uma infeção viral. Existem medicamentos antivirais específicos (como o oseltamivir) que, se iniciados nas primeiras 48 horas de sintomas, podem encurtar a duração da doença e reduzir o risco de complicações. Estes são geralmente reservados para pessoas com doença grave ou que pertencem a grupos de alto risco.

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