Herpes Zoster

O que é?

O Herpes Zoster, vulgarmente conhecido como ‘zona’ ou ‘cobro’, é uma infeção viral causada pela reativação do vírus Varicela-Zoster, o mesmo vírus que causa a varicela na primeira infeção. Após uma pessoa ter varicela, o vírus não é eliminado do corpo, permanecendo adormecido (latente) nos gânglios nervosos sensitivos. Anos mais tarde, geralmente devido a uma diminuição da imunidade, o vírus pode reativar-se, viajar ao longo do nervo e causar a erupção cutânea característica.

Sintomas

A doença começa tipicamente com sintomas prodrómicos, como dor, ardor, formigueiro ou comichão intensa numa área bem localizada de um só lado do corpo (um dermátomo). Após 1 a 3 dias, surgem nesse local manchas vermelhas sobre as quais se desenvolvem grupos de vesículas (pequenas bolhas com líquido). Estas vesículas evoluem para pústulas e depois para crostas, que caem em 2 a 3 semanas. A dor durante a fase aguda pode ser muito intensa. A complicação mais comum é a nevralgia pós-herpética, uma dor crónica que persiste na área afetada meses ou anos após a resolução das lesões.

Causas

A causa é a reativação do vírus Varicela-Zoster. Qualquer pessoa que tenha tido varicela pode desenvolver Herpes Zoster. O principal fator de risco para a reativação é o envelhecimento, pois a imunidade celular específica contra o vírus diminui naturalmente com a idade. Outros fatores de risco importantes são todas as condições que comprometem o sistema imunitário, como a infeção por VIH, cancros (linfoma, leucemia) ou o tratamento com fármacos imunossupressores (quimioterapia, corticoides, etc.).

Como Prevenir?

A forma mais eficaz de prevenção é a vacinação. Existe uma vacina específica para o Herpes Zoster, recomendada para adultos com mais de 50 anos, que reduz significativamente o risco de desenvolver a doença e, caso esta ocorra, diminui a sua gravidade e o risco da complicação mais temida, a nevralgia pós-herpética.

Diagnóstico

O diagnóstico é geralmente clínico, baseado na erupção cutânea unilateral e vesicular, com uma distribuição característica em dermátomo, associada à dor. Na maioria dos casos, não são necessários exames. Em casos atípicos ou em doentes imunocomprometidos, pode ser feita a confirmação laboratorial através da colheita de líquido de uma vesícula para pesquisa do ADN viral por PCR.

Tratamento

O tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível (idealmente nas primeiras 72 horas após o início da erupção) para ser mais eficaz. A base do tratamento são os fármacos antivirais orais (aciclovir, valaciclovir, famciclovir) para diminuir a gravidade e a duração da doença e reduzir o risco de complicações. O controlo da dor é também fundamental e pode requerer analgésicos, anti-inflamatórios ou mesmo medicamentos para a dor neuropática. Para a nevralgia pós-herpética, o tratamento é complexo e pode incluir antidepressivos, antiepiléticos ou adesivos tópicos de lidocaína.

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