Molusco Contagioso

O que é?

O molusco contagioso é uma infeção viral da pele, benigna e autolimitada, causada por um vírus do grupo poxvírus. É muito comum em crianças (especialmente as que têm dermatite atópica), em jovens adultos sexualmente ativos e em pessoas com o sistema imunitário enfraquecido.

Sintomas

A infeção manifesta-se pelo aparecimento de pápulas (pequenas elevações) de cor da pele ou rosadas, brilhantes, com um aspeto perolado e uma depressão característica no centro (umbilicação central). As lesões podem ser únicas ou múltiplas, medindo geralmente entre 2 a 5 mm. Podem surgir em qualquer parte do corpo, exceto nas palmas das mãos e plantas dos pés. São geralmente assintomáticas, mas podem ocasionalmente causar comichão ou inflamação.

Causas

A causa é a infeção pelo Molluscipoxvirus. A transmissão ocorre por contacto direto pele com pele com uma pessoa infetada, por contacto com objetos contaminados (toalhas, brinquedos, equipamento de ginásio) ou por autoinoculação (a própria pessoa espalha o vírus de uma zona do corpo para outra ao coçar ou tocar nas lesões). Em adultos, a transmissão pode ocorrer por via sexual.

Como Prevenir?

A prevenção passa por evitar o contacto direto com as lesões de pessoas infetadas. É importante não partilhar toalhas, roupa ou outros objetos pessoais. Para evitar a autoinoculação, os doentes devem ser aconselhados a não coçar ou mexer nas lesões. Cobrir as lesões com roupa ou um penso pode ajudar a prevenir a transmissão, especialmente em crianças que frequentam escolas ou piscinas.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, feito pela observação das pápulas umbilicadas características. A aparência das lesões é tão típica que raramente são necessários outros exames. Em casos de dúvida, um dermatologista pode usar um dermatoscópio para ajudar a visualizar a estrutura da lesão ou, muito raramente, realizar uma biópsia.

Tratamento

Sendo uma condição benigna e autolimitada, as lesões acabam por desaparecer espontaneamente sem tratamento ao fim de vários meses ou, por vezes, anos. Por isso, a opção de não tratar e apenas vigiar é perfeitamente válida, especialmente em crianças pequenas com poucas lesões. No entanto, o tratamento pode ser desejado por razões estéticas ou para prevenir a transmissão. As opções de tratamento são destrutivas e incluem a aplicação de produtos tópicos (hidróxido de potássio), a crioterapia (congelação com azoto líquido) ou a curetagem (raspagem das lesões com um instrumento cirúrgico).

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