Mononucleose Infecciosa

O que é?

A mononucleose infeciosa, popularmente conhecida como ‘doença do beijo’, é uma síndrome clínica causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (VEB), um vírus da família do herpes. É extremamente comum, e a maioria das pessoas é infetada em alguma altura da vida. Quando a primeira infeção ocorre na infância, é geralmente assintomática. A doença sintomática é mais típica quando a primoinfeção ocorre na adolescência ou início da idade adulta.

Sintomas

A doença caracteriza-se por uma tríade clássica de sintomas: febre (que pode ser alta e prolongada), faringite ou amigdalite (dor de garganta intensa, com amígdalas muito inchadas e cobertas por um exsudado esbranquiçado) e linfadenopatia (gânglios linfáticos inchados, especialmente no pescoço). Outros sintomas muito comuns são a fadiga extrema e prolongada (que pode durar semanas ou meses), dores de cabeça, dores musculares e, em cerca de 50% dos casos, um aumento do tamanho do baço (esplenomegalia).

Causas

A causa é a infeção pelo vírus Epstein-Barr (VEB). O vírus transmite-se principalmente através da saliva, daí o nome ‘doença do beijo’, mas também pode ser transmitido por partilha de copos, talheres ou por tosse e espirros. Após a infeção, o vírus permanece latente no corpo para o resto da vida, geralmente sem causar mais problemas.

Como Prevenir?

Não existe uma vacina para prevenir a infeção pelo VEB. A prevenção passa por evitar a partilha de objetos que possam estar em contacto com a saliva de uma pessoa infetada (copos, talheres, escovas de dentes). Como o vírus pode permanecer na saliva durante meses após a resolução dos sintomas, a prevenção total é difícil.

Diagnóstico

O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos. As análises ao sangue são fundamentais. O hemograma tipicamente mostra um aumento dos glóbulos brancos (leucocitose) com uma elevada percentagem de linfócitos atípicos. O diagnóstico é geralmente confirmado por testes serológicos que detetam anticorpos específicos contra o VEB (como a pesquisa de anticorpos heterófilos – Monospot test – ou anticorpos mais específicos como o anti-VCA IgM). As provas de função hepática estão frequentemente alteradas.

Tratamento

Não existe tratamento específico para a mononucleose. O tratamento é de suporte e visa aliviar os sintomas. Recomenda-se repouso, hidratação, e o uso de analgésicos e antipiréticos para a dor e a febre. É crucial evitar desportos de contacto ou atividades físicas intensas durante pelo menos um mês, devido ao risco de rutura do baço (uma complicação rara mas muito grave). Os antibióticos não são eficazes e a amoxicilina deve ser evitada, pois pode causar uma erupção cutânea característica em doentes com mononucleose. O uso de corticosteroides é reservado para casos com grande obstrução das vias aéreas devido ao inchaço das amígdalas.

Profissionais para Mononucleose Infecciosa