Síndrome de Cushing

O que é?

A Síndrome de Cushing é uma condição que resulta da exposição prolongada do corpo a níveis elevados da hormona cortisol (ou de glucocorticoides sintéticos). Pode ser endógena (o corpo produz cortisol em excesso) ou, mais frequentemente, exógena (causada pela administração de medicamentos corticosteroides). O excesso de cortisol perturba múltiplos sistemas do corpo, levando a um conjunto característico de sinais e sintomas.

Sintomas

Os sintomas desenvolvem-se gradualmente e afetam a aparência e a saúde geral. Os sinais mais característicos incluem ganho de peso, com uma distribuição de gordura central (face ‘de lua cheia’, acumulação de gordura na parte de trás do pescoço – ‘giba de búfalo’ – e tronco), enquanto os braços e as pernas permanecem finos. Outros sinais incluem estrias largas e violáceas no abdómen, pele fina e frágil que ganha nódoas negras facilmente, fraqueza muscular, hipertensão arterial, diabetes ou pré-diabetes, e alterações do humor (depressão, ansiedade, irritabilidade).

Causas

A causa mais comum de longe é a exógena: o uso de medicamentos glucocorticoides (como a prednisona) em doses elevadas e por tempo prolongado para tratar doenças inflamatórias como a asma ou a artrite reumatoide. As causas endógenas são raras e resultam da produção excessiva de cortisol pelo próprio corpo. Isto pode dever-se a um tumor na hipófise que produz ACTH em excesso (Doença de Cushing), a um tumor na glândula suprarrenal que produz cortisol diretamente, ou a um tumor noutra parte do corpo que produz ACTH (produção ectópica).

Como Prevenir?

A prevenção da forma exógena passa pelo uso criterioso de medicamentos corticosteroides, utilizando a menor dose eficaz pelo menor tempo possível. Não é possível prevenir o aparecimento dos tumores que causam a forma endógena da síndrome.

Diagnóstico

O diagnóstico visa confirmar o hipercortisolismo (excesso de cortisol) e depois determinar a sua causa. Os testes de rastreio para confirmar o excesso de cortisol incluem a medição do cortisol livre na urina de 24 horas, a medição do cortisol na saliva à noite (quando deveria estar baixo) e o teste de supressão com 1 mg de dexametasona. Uma vez confirmado o hipercortisolismo, são medidos os níveis de ACTH no sangue para distinguir entre as causas dependentes de ACTH (tumor da hipófise ou ectópico) e as independentes (tumor da suprarrenal). Exames de imagem (RM da hipófise, TC das suprarrenais) são depois realizados para localizar o tumor.

Tratamento

O tratamento depende da causa. Na síndrome exógena, o objetivo é reduzir gradualmente a dose do medicamento corticoide, sob supervisão médica. Na síndrome endógena, o tratamento visa remover o tumor que está a causar a sobreprodução hormonal. A cirurgia transesfenoidal é o tratamento de eleição para os tumores da hipófise. A remoção cirúrgica da glândula suprarrenal (adrenalectomia) é o tratamento para os tumores suprarrenais. Se a cirurgia não for curativa, podem ser usadas a radioterapia ou medicação para inibir a produção de cortisol.

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