Síndrome Nefrótico

O que é?

A Síndrome Nefrótica não é uma doença em si, mas sim um conjunto de sinais e sintomas que resultam de um dano nos glomérulos renais que os torna excessivamente permeáveis às proteínas do sangue. Caracteriza-se pela presença de proteinúria maciça (perda de mais de 3.5 gramas de proteína na urina por dia), hipoalbuminemia (níveis baixos de albumina no sangue, a principal proteína perdida), edema generalizado e hiperlipidemia (níveis elevados de colesterol e triglicerídeos).

Sintomas

O sintoma mais proeminente é o edema (inchaço), que começa tipicamente à volta dos olhos (edema periorbitário) e nas pernas, mas pode tornar-se generalizado (anasarca), afetando o abdómen (ascite) e os pulmões (derrame pleural), levando a um grande aumento de peso. A urina pode ter um aspeto muito espumoso devido à grande quantidade de proteínas. Outras manifestações incluem fadiga e perda de apetite. Os doentes com síndrome nefrótica têm um risco aumentado de infeções (devido à perda de anticorpos na urina) e de tromboses (devido à perda de proteínas anticoagulantes).

Causas

As causas da síndrome nefrótica variam com a idade. Em crianças, a causa mais comum é a Doença de Lesões Mínimas, uma glomerulopatia primária. Em adultos, as causas podem ser primárias (glomeruloesclerose segmentar e focal – GESF, nefropatia membranosa) ou secundárias a outras doenças. As principais causas secundárias em adultos são a Diabetes Mellitus (a causa mais comum de síndrome nefrótica no adulto), o Lúpus Eritematoso Sistémico, certas infeções (hepatite B, C, VIH) e o uso de alguns medicamentos.

Como Prevenir?

A prevenção foca-se no tratamento e controlo das doenças sistémicas que podem causá-la, principalmente a diabetes e o lúpus. Um bom controlo da glicemia e da tensão arterial em doentes diabéticos pode prevenir ou retardar o aparecimento da nefropatia diabética.

Diagnóstico

O diagnóstico é estabelecido pela demonstração laboratorial dos seus quatro componentes característicos: proteinúria em níveis nefróticos (geralmente medida numa colheita de urina de 24 horas), hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. Uma vez confirmada a síndrome, o passo seguinte é determinar a sua causa. Isto requer frequentemente a realização de uma biópsia renal para análise histológica do tecido glomerular, o que permite um diagnóstico preciso da doença subjacente e orienta o tratamento.

Tratamento

O tratamento é dirigido à causa específica da síndrome nefrótica e à gestão dos seus sintomas e complicações. O tratamento da causa pode envolver imunossupressores (corticosteroides, ciclofosfamida, etc.) em doenças primárias como a Doença de Lesões Mínimas ou a GESF, ou o controlo da diabetes ou do lúpus nas formas secundárias. A gestão sintomática inclui o uso de diuréticos para controlar o edema, fármacos para baixar a tensão arterial e a proteinúria (IECAs/ARAs), estatinas para a hiperlipidemia, e anticoagulantes para prevenir tromboses em doentes de alto risco. A restrição de sal na dieta é também uma medida fundamental.

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