Transtorno de Pânico

O que é?

A Perturbação de Pânico é uma perturbação de ansiedade caracterizada pela ocorrência de ataques de pânico recorrentes e inesperados. Um ataque de pânico é um episódio súbito de medo ou desconforto intenso que atinge um pico em minutos e durante o qual ocorrem vários sintomas físicos e cognitivos. A perturbação desenvolve-se quando a pessoa passa a ter um medo persistente de ter novos ataques (ansiedade antecipatória) e/ou muda o seu comportamento para os evitar (comportamento de evitação).

Sintomas

Um ataque de pânico manifesta-se por uma onda de medo intenso acompanhada por sintomas como palpitações ou coração a acelerar, suores, tremores, sensação de falta de ar ou sufocação, dor ou desconforto no peito, náuseas, tonturas ou sensação de desmaio, calafrios ou ondas de calor, e parestesias (dormência ou formigueiro). Os sintomas cognitivos incluem o medo de perder o controlo ou ‘enlouquecer’, e o medo de morrer. A perturbação em si é definida pela preocupação constante com os ataques e pela evitação de situações onde seria difícil escapar ou ter ajuda se um ataque ocorresse (ex: transportes públicos, multidões), o que pode levar a agorafobia.

Causas

A causa exata não é conhecida. Tal como outras perturbações de ansiedade, parece resultar de uma combinação de fatores genéticos e biológicos (uma sensibilidade do sistema de ‘alarme’ do cérebro) e de fatores ambientais, como a exposição a stress ou a eventos traumáticos. Existe uma teoria cognitiva que postula que os doentes têm uma tendência para interpretar catastroficamente as sensações corporais normais (ex: uma palpitação é interpretada como um ataque cardíaco iminente), o que desencadeia um ciclo vicioso de medo que culmina no ataque de pânico.

Como Prevenir?

Não é possível garantir a prevenção da perturbação de pânico. No entanto, aprender a gerir o stress e a ansiedade através de técnicas de relaxamento ou mindfulness pode ser útil. O tratamento precoce após os primeiros ataques de pânico é a melhor forma de prevenir que a condição se cronifique e que se desenvolva a ansiedade antecipatória e a agorafobia.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, baseado na presença de ataques de pânico recorrentes e inesperados, seguidos por pelo menos um mês de preocupação persistente acerca de ter novos ataques ou das suas consequências. O médico deve excluir causas médicas que possam mimetizar os ataques de pânico, como arritmias cardíacas, hipertiroidismo ou feocromocitoma, o que pode requerer a realização de um ECG ou de análises ao sangue.

Tratamento

O tratamento é muito eficaz. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é considerada o tratamento de primeira linha. Foca-se em psicoeducação sobre a natureza dos ataques, em técnicas de reestruturação cognitiva para modificar as interpretações catastróficas das sensações corporais, e na exposição gradual e controlada às sensações físicas e às situações temidas. A nível farmacológico, os antidepressivos (SSRIs e SNRIs) são os medicamentos de eleição para o tratamento a longo prazo. As benzodiazepinas podem ser usadas para alívio pontual, mas não são recomendadas como tratamento de manutenção.

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